PostHeaderIcon Estudo apresenta os principais problemas existentes no planejamento e gestão de projetos em ONGs

Um estudo realizado por pesquisadores da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado e da Universidade de São Paulo, investigou por meio de uma pesquisa exploratória em 100 organizações do Terceiro Setor na cidade de São Pauloverificando seus processos de planejamento estratégico e gestão de projetos.

Os aspectos investigados versaram sobre o tipo de planejamento que é feito nessas organizações, a gestão praticada nos projetos realizados e a possibilidade de usar a metodologia proposta pela literatura do PMI- Project Management Institute.

Nesta investigação exploratória verificou-se que o planejamento nas organizações é feito de forma muito rudimentar na maioria das organizações estudadas. Os projetos ocorrem com grande freqüência nessas organizações, porém, sem nenhum planejamento formal ou método padronizado. Geralmente, o controle é baseado em ações emergenciais do dia a dia e o processo de avaliação praticamente não ocorre.

Project Management Institute

Image via Wikipedia

No Terceiro Setor, a administração tem algumas características peculiares como o fato de que grandes partes das pessoas que trabalham nessas organizações não possuem um compromisso formal com a organização – trata-se de voluntários. Dessa forma, o comprometimento de funcionários que “doam” horas de trabalho sem remuneração, em muitos casos não é o mesmo. Em muitas situações, a organização tem que se ajustar à disponibilidade dos voluntários para alguma atividade e não eles às necessidades da organização como deveria ser.

Com o aumento das restrições na obtenção de recursos e necessidade de transparência no controle da organização, das atividades e suas finanças, a sociedade e investidores passaram a exigir controles mais rígidos. Porém, os administradores dessas organizações encontram dificuldades durante sua gestão, em especial, em áreas como: planejamento, captação e aplicação de recursos, elaboração e análise de projetos e principalmente no que tange avaliação de desempenho de seus projetos.

Para avaliar quais são as questões e problemas que impactam uma organização do terceiro setor, os pesquisadores estimaram que no estado de São Paulo, atualmente existem 500.000 mil organizações não-governamentais, assim para abranger significativamente essa população, foi definido um cenário de 96 organizações.

A pesquisa aponta para uma deficiência nos métodos de planejamento estratégico e gestão dos projetos empreendidos pelo Terceiro Setor. Isso ocorre principalmente em função da grande diversidade de formações acadêmicas e objetivos pessoais dos gestores, interesses de patrocinadores envolvidos e dos modelos de gestão, muitas vezes empíricos, adotados por essas organizações. Por outro lado, seus gestores demonstram grande interesse pelo planejamento, e para justificar a falta desse exercício, alegam fatores como falta de tempo e de uma garantia financeira de longo prazo, para que possam também estruturar suas idéias pensando em um período de tempo maior.

Dentro da amostra analisada, os principais problemas encontrados estão entre eles a incorreta definição de escopo presente em 60% das organizações, falta de recursos (60%), RH mal treinado (50%), problemas originados pela alteração de escopo (40%) e falta de profissionalismo, presente em 40% das organizações.

O levantamento apresentou que as principais dificuldades na padronização dos conceitos relacionados ao planejamento e em sua implementação estão relacionadas ao pouco conhecimento do gestor da organização nos conceitos de gestão de projetos. Porém independentemente da formação acadêmica de seu gestor, foi possível discutir planejamento a partir da realização de palestras e grupos de discussões, elucidando a todos, a necessidade de planejamento e elaboração de plano estratégico, com o desdobramento de ações na organização.

De todo modo, a grande parte das organizações está envolvida com projetos e praticam uma gestão ineficiente, com base na experiência pessoal dos seus administradores e num planejamento de curtíssimo prazo, que geralmente não possui sequer um plano formal para tal fim. Considerando a atual realidade pela qual passa o Terceiro Setor, no Brasil e no mundo, onde cada vez mais são observados no que tange às suas ações, torna-se extremamente importante ter ferramentas de gestão que possibilitem acompanhar, controlar e avaliar o desempenho de seu planejamento, bem como, de seus projetos. Isso trará mais credibilidade a esse setor e conseqüentemente mais facilidade para obter recursos junto à sociedade civil e a instituições nacionais e internacionais de fomento.

Finalmente pelo que foi constatado no estudo de caso, é possível que se aplique treinamento voltado ao planejamento e a gestão de projetos, e que o mesmo possa trazer resultados em curto prazo no modelo de gestão e a médios e longos prazos nos resultados efetivos dos projetos desenvolvidos. O estudo de caso também trouxe indicativos de que os conceitos e ferramentas propostos pelo PMI por meio do PMBOK podem ser aplicados, porém, de uma forma bem simplificada.

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PostHeaderIcon COMPROVADO: as manhãs são mais produtivas que as tardes

por Adriana Fonseca, em Pequena Empresas & Grandes Negócios


Pensou em agendar uma reunião importante na segunda-feira pela manhã ou na tarde de sexta-feira? Esqueça!

Um estudo feito pela Randstad na Espanha – mas me parece que os resultados aqui seriam semelhantes – mostra que esses são os horários menos produtivos da semana. O resultado do levantamento indica que a produtividade semanal é marcada por uma curva ascendente do começo da semana até a manhã de quarta-feira e outra descendente de quinta até domingo à tarde.

Fonte : http://www.sxc.hu

Fonte : http://www.sxc.hu

Em uma pontuação de 1 a 10, a produtividade no trabalho alcança 7,6 pontos nas quartas-feiras pela manhã e diminui para 7,4 pontos na parte da tarde. Na quinta de manhã a produtividade volta a subir para 7,6 e cai para 7,2 no período vespertino. Os índices mais baixos se concentram nas segundas-feiras – 6,1 pontos pela manhã e 6,2 pontos à tarde – e na sexta-feira à tarde: 6,1. De forma geral, as manhãs são mais produtivas que as tardes.

O levantamento também mostrou a produtividade em relação à idade dos trabalhadores. Os jovens entre 16 e 25 anos começam a semana com uma produtividade de 5,9 pontos – mais baixa do que a média geral (6,1), reflexo das consequências do fim de semana, segundo a pesquisa. O grupo entre 25 e 30 anos se mantém dentro da média global, mas sua produtividade é maior do que a maioria nas quartas e quintas-feiras pela manhã – 7,7 pontos (contra 7,6 do geral). Os mais produtivos pela manhã são aqueles que têm entre 30 e 45 anos, com uma pontuação de 7,9. Na sexta-feira à tarde, em compensação, esse grupo é o menos produtivo: 5,8 pontos.

O estudo oferece ainda uma série de recomendações para aumentar a produtividade da equipe. Entre elas fazer reuniões importantes pelas manhãs – menos nas segundas-feiras – e deixar as tarefas mais mecânicas, que exigem menos concentração, para o período da tarde.

Complementando o texto da Adriana Fonseca, eu sigo o conselho do Christian Barbosa : sexta-feira pela manhã  seria o ideal . E  para você ?

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PostHeaderIcon Se Bill Gates fosse brasileiro, ainda estaria trabalhando na garagem de sua casa.

“Se o Bill Gates fosse brasileiro, ele ainda estaria trabalhando na garagem”, disse o professor e consultor em empreendedorismo, Fernando Dolabela, autor do livro O segredo de Luisa.

Dolabela foi um dos debatedores do painel “O empreendedorismo e políticas públicas”, que aconteceu durante a abertura oficial da 2ª Semana Global de Empreendedorismo, em São Paulo

Dolabela referiu-se à trajetória empresarial de Gates, que abandonou o ensino superior para se dedicar a uma empresa de fundo de quintal, a Microsoft. “No Brasil, investe-se muito pouco em inovação e tecnologia. É preciso mais apoio aos negócios inovadores”, afirmou, citando a pesquisa GEM 2008.

Em uma lista de 43 países, considerando os empreendimentos iniciais (até três anos e meio no mercado), o Brasil ocupa o 42º no ranking.

Autor de um projeto de lei que coloca o ensino do empreendedorismo em todas as escolas brasileiras, o deputado federal Emanuel Fernandes, ex-prefeito do município paulista de São José dos Campos, e um dos vencedores do Prêmio Prefeito Empreendedor do Sebrae, disse que o Brasil precisa crescer .

“Nós estamos praticando hoje o subdesenvolvimento sustentável. A estrutura que existe é castradora do espírito empreendedor. Apesar de o capital estrangeiro estar procurando o País, precisamos ter cuidado para não desenvolver uma sociedade como a francesa, voltada para o emprego”

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PostHeaderIcon 60% dos clientes desaparecem por indiferença das empresas

Estudos revelam que 60 por cento de todos os clientes param de lidar com uma empresa por causa da indiferença percebida .

James Barnes, em seu livro  “Secrets of CRM” , afirma que “uma empresa típica ouve apenas 4 por cento de seus clientes insatisfeitos”. Uma parte importante do desenvolvimento  da sua marca/empresa  é ter funcionários que partilhem uma energia emocional positiva e transmita esse sentimento ao lidar com os clientes. Se seus funcionários não estão engajados e não acreditam ,com entusiasmo, em sua empresa, porque os seus clientes deveriam ?

Em outros estudos, 51 por cento dos consumidores concordam que “um excelente serviço” é a principal razão para que eles continuem a fazer negócios com uma empresa. Oitenta por cento dizem que nunca vão voltar a comprar de uma empresa após uma experiência negativa. Pense nisso – Como você se sente sobre suas experiências de compras?

E se você fosse capaz de alinhar as metas do seu plano estratégico com os objetivos de seus empregados? Isso não seria uma poderosa estratégia competitiva? Essa ligação emocional , naturalmente, seria refletida na melhoria do  compromisso com os clientes .

Outro pensamento para refletir é que muitas empresas afirmam estar centrada no cliente, mas pagam seus empregados para vender produtos/serviços em vez de compensá-los ao engajar/fidelizar os clientes.

Para conseguir isso, você tem que começar a tratar seus empregados como clientes.

Jim Skinner, novo CEO do McDonald’s , dita uma regra básica: “Eu nunca conheci um funcionário que não quer se sentir útil, prestando uma colaboração positiva naquilo que faz. No entanto, sem a devida motivação emocional você provavelmente tem funcionários apáticos que estão apenas trabalhando por um salário. Um trabalhador deve se sentir entusiasmado ao chegar no seu local de trabalho…. “

Você não está interessado em crescer o valor que seus clientes dão à sua empresa, e assim aumentar a lucratividade? Empregados engajados determinam este caminho. A Internet criou um mercado global, onde os clientes estão a um clique de distância do acesso a um elevado número de outras alternativas:  se estão descontentes com a experiência de sua empresa.Além disso, as redes sociais e blogs permitem que os clientes insatisfeitos  transmitam suas experiências infelizes aos consumidores ao redor do mundo.

Diante do exposto, o engajamento é considerado como novo imperativo estratégico

Extraído do artigo ” The CEO’s New Strategic Imperative – Engagement “, de Bob Donnelly

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PostHeaderIcon Mais de 76% de brasileiros admitem buscar outro emprego no próximo ano

Matéria publicada no Finacial WEB , com base em pesquisa da Catho, aponta para uma fato que deve ser analisado e aprofundado por empresas que pretedem Inovar:  mais de 76% dos profissionais brasileiros admitem a possibilidade de procurar outro emprego nos próximos 12 meses.

Observem  com detalhes esta frase ! Não se fala em demissão por parte da empresa , mas saída por vontade própria do funcionário.

Segundo o diretor de Marketing da empresa, Adriano Meirinho, os dados apontam que a maior representatividade de insegurança está entre os profissionais de nível hierárquico mais baixo. “Isso pode ser explicado porque os presidentes, gerentes e profissionais de cargos equivalentes têm uma carreira mais consolidada em constante desenvolvimento”, explica.

Os entrevistados que ocupam cargos operacionais e administrativos são os mais propícios a buscarem outro emprego, com 85% de respostas positivas neste sentido. Em contrapartida, os que ocupam cargos na presidência, gerência ou equivalente são os que menos consideram a possibilidade de mudar de empresa (52%).

Não podemos inovar sem idéias, não teremos idéias sem pessoas, não teremos pessoas se o ambiente da empresa propicia uma sensação de insegurança, medo. Saber reter talentos é condição para a Inovação. Não é à toa que os Estados Unidos estão seriamente preocupados com a debandada de grandes profissionais para outros países.

Autor : Edson Menezes ( clique no link para  maiores informações ) é professor do Instituto Federal de Sergipe. Editor do site http://openinnovatio.org/ ( entre para outras notícias )